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ESG: as três letras que estão fazendo a cabeça dos investidores

Com o ESG aspectos ambientais passaram a ser decisivos para investidores na hora de definir o valor de mercado de um negócio. Veja como funciona e como a energia solar entra nesta história.

Em 2002, petróleo, carvão e gás natural representavam quase 90% da matriz energética mundial. Com o passar dos anos, a energia limpa ficou mais barata, enquanto a conta cobrada pelos combustíveis fósseis só cresceu. Ao mesmo tempo, aspectos ambientais passaram a ser decisivos na hora de definir o valor de mercado de um negócio. E é aí que entram as três letras que estão revolucionando a mentalidade dos investidores e transformando a cultura de muitas empresas: ESG.

ESG vem do termo em inglês Environmental, Social and Governance. Fundos de investimento com critérios ESG levam em conta a sustentabilidade ambiental, social e organizacional na hora de definir em que tipo de empresa vão investir.

Mais que isso, esses três pilares também norteiam a definição do valor de mercado de um negócio.

Afinal, práticas ligadas aos critérios ESG mostram compromisso da empresa com as comunidades em que atuam. Por outro lado, elas também evitam que o investidor seja surpreendido com escândalos envolvendo negócios em que seus recursos estão investidos, por exemplo.

Certamente tais práticas evitam também que ações e ativos percam valor no futuro. Elas indicam, ainda, uma gestão antenada com as boas práticas e a inovação. 

Boas práticas

No mundo, grandes empresas como a Apple, Amazon e Microsoft já estão aderindo a estas práticas. No Brasil, fundos de investimento, bancos, grandes companhias e estatais também já começam a caminhar neste sentido.

Conheça o perfil de quem decidiu investir em energia solar.

Em outras palavras, no novo cenário, quanto mais conectada for uma empresa com questões ambientais, sociais e de governança mais ela tende a valer no mercado. Na prática, não valem apenas s dados financeiros e contábeis de uma companhia. Para além deles, passam a ser relevantes a forma como elas e seus gestores respondem às seguintes perguntas:

E – Environmental (Ambiental)

A empresa usa formas limpas de energia, descarta o lixo adequadamente, tem controles eficientes de emissão de gás e contribui para reduzir impactos de sua operação no clima?

S – Social (Social)

Como a empresa lida com os direitos de seus colaboradores, cuidados com a segurança no trabalho, diversidade no quadro de funcionários e relacionamento com a comunidade?

G – Governance (Governança)

Como é o sistema de políticas e práticas pelas quais a empresa promove seu controle interno? Como são suas políticas de diversidade e seus métodos anticorrupção?

E sabe o que isso tem a ver com a energia solar? Simplesmente tudo.

Em primeiro lugar, hoje a energia limpa caminha a passos largos para tirar dos combustíveis fósseis o posto de principal fonte de energia usada no mundo. Segundo o relatório anual de tendências globais em energia feito pela Associação Internacional de Energia (AIE), a redução nos custos de produção deve diminuir cada vez mais a participação do carvão. Não apenas isso, como também os esforços governamentais para diminuir a emissão de gases prejudiciais ao clima contribuem para a transição rumo à energia limpa.

Assim, as fontes renováveis devem chegar a 80% do mercado de geração de energia nova até 2030. As usinas hidrelétricas ainda respondem pela maior fatia na produção de energia limpa. No entanto, de acordo com recente levantamento da consultoria financeira internacional Lazard, a energia solar fotovoltaica e a eólica são as fontes renováveis mais acessíveis

Em segundo lugar, além da necessária transição sustentável do setor elétrico, a revolução na qual a energia solar é uma das protagonistas também representa a independência energética de muitos consumidores. 

Então, ao oferecer a possibilidade de reduzir a conta em até 90%, os sistemas fotovoltaicos atraem centenas de famílias e empresas. A maioria delas está cansada de pagar muito por energia. Afinal, quem gosta de ter seu orçamento à mercê dos constantes aumentos na conta de luz?

Projeções pós-pandemia

As projeções da AIE se baseiam no chamado Cenário de Políticas Declaradas. A previsão que o documento registra é que a Covid-19 será gradualmente controlada em 2021. Assim, a economia global voltará aos níveis observados antes da pandemia. A agência prevê também a diminuição na demanda de gás natural e carvão. 

De acordo com o órgão, cerca de 275 gigawatts de capacidade movida a carvão, que representa 13% do total em 2019, serão desligados até 2025. Ainda segundo o levantamento, a participação do carvão no fornecimento de energia global deve encolher. A estimativa é que passe de 37% em 2019 para 28% em 2030. Só para exemplificar, o documento conclui que, em 2040, o combustível terá fatia inferior a 20% pela primeira vez desde a revolução industrial

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Para o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, a pandemia acabou acelerando a transição energética de fontes não renováveis para a energia solar e outras fontes de energia limpa. E o movimento dos investidores em direção aos critérios ESG mostra que, de fato, empresas, mercados, governo e sociedade estão repensando posicionamentos. 

Globalmente, mais de US$30 trilhões em ativos são gerenciados por fundos guiados por estratégias sustentáveis. Só na Europa são US$14,1 trilhões. Isso equivale a mais de 50% do total do continente, enquanto nos Estados Unidos esse número já representa 25%.

Crescimento dos fundos ESG

Segundo um estudo do Global Sustainable Investment Alliance (GSIA), pool formado pelas sete maiores fundos de investimento sustentável do mundo, o valor do mercado global de investimentos sustentáveis pode chegar a cerca de US$ 31 trilhões. Ou seja, 36% dos ativos financeiros totais sob gestão em todo o globo.

De acordo com outro estudo, do Morgan Stanley, empresa global de serviços financeiros sediada em Nova York, houve um crescimento de 144% no número de fundos ESG nos Estados Unidos entre 2004 e 2018.

No Brasil, embora ainda em menor escala se comparado ao mercado europeu e aos Estados Unidos, o caminho rumo aos critérios ESG também começa a ser pavimentado.

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Grandes bancos e gestoras brasileiras de investimentos têm criado fundos ESG e colocado o tema em seu radar. Empresas que desejam ter maior valor de mercado também começam a reforçar pilares de sustentabilidade entre suas políticas. 

Aliás, a preocupação com o meio ambiente, com destaque às queimadas e ao desmatamento na Amazônia, vem ganhando projeção e sendo alvo de preocupação nacional e internacional. Investidores, empresários e representantes de outros setores já pressionam autoridades e órgãos públicos. A meta é obter um maior do comprometimento político nesta direção. 

Por fim, vale lembrar que não apenas os investidores estão de olho em empresas comprometidas com aspectos sustentáveis, sociais e de governança. Clientes e consumidores mostram-se mais conscientes e sensíveis a essas questões. Elas também prometem ser cada vez mais decisivas nas escolhas de compra e de consumo. 


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