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Aliar sustentabilidade e economia é tendência no pós-pandemia

Temas como produção de energia limpa, redução das emissões de CO2 e uso de matérias-primas provenientes de fontes certificadas na retomada econômica pós-pandemia,

Uma das poucas certezas que temos diante das muitas incertezas trazidas pela pandemia é que as respostas econômicas à crise precisam ser também sustentáveis. Empresas que não assumirem uma agenda verde, aliando crescimento com responsabilidade social e ambiental, vão ficar para trás. Ou seja: não dá mais para pensar em desenvolvimento sem sustentabilidade nem estimular o progresso. O progresso, para ser completo, também deve calcular os impactos para o planeta.

Por isso, na retomada econômica pós-pandemia, temas como produção de energia limpa, redução das emissões de dióxido de carbono (CO2), uso de matérias-primas provenientes de fontes certificadas e outras escolhas menos nocivas ao meio ambiente passaram a fazer parte da ordem do dia. 

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O movimento ganhou força porque as medidas de isolamento social mostraram quanto a ação do homem em nome da economia pode ser nociva para a natureza. Para se ter uma ideia, as emissões diárias de dióxido de carbono (CO2) no mundo, por exemplo, caíram quase 20% durante a quarentena, atingindo o menor volume desde 2006. 

Por isso, o custo das emissões de carbono, inclusive, já começa a ser colocado na conta das empresas ao definir o valor dos produtos e até o valor de mercado da própria companhia. 

“Como empresa, se você não participar da descarbonização da economia, você vai ficar para trás. O consumidor que tiver poder de escolha vai te descartar. O investidor já está descartando. E a sua credibilidade e capacidade de buscar investimento vai ficar comprometida”, afirmou a presidente da Microsoft no Brasil, Tânia Cosentino, em recente seminário sobre meio ambiente promovido pelo jornal O Estado de São Paulo

A saída é verde

Para ela, iniciativas de descarbonização produtiva e programas que incentivem uma nova tomada de atitude por parte de presidentes, executivos e colaboradores impactam diretamente no lucro das companhias no final do período. 

Em outras palavras, a meta é encontrar maneiras capazes de gerar riqueza. Ao mesmo tempo, deve-se proteger os recursos naturais dos quais a economia depende. 

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As vantagens são ecológicas e também financeiras. De acordo com o estudo Uma Nova Economia para uma Nova Era, investir em fontes de energia renovável pode criar 408 mil postos de trabalho nos próximos dez anos. O estudo foi feito pelo Instituto WRI Brasil. Cada megawatt de produção da matriz fotovoltaica gera em média 30 empregos. Em termos de comparação, esse número é de 2,6 nas hidrelétricas e menos de 1 nas termelétricas a gás.

Segundo o mesmo estudo, medidas de baixo carbono resultariam em um substancial aumento do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro. Para se ter uma ideia, seriam R$ 2,8 trilhões até 2030. Isso equivale a um ano do PIB da Bélgica ou da Argentina.

A pandemia contribuiu para o desemprego de 7,8 milhões de pessoas até maio de 2020, nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse número, fica ainda mais evidente o quanto temos a ganhar com a retomada verde. O mesmo vale para o dado de que o PIB brasileiro deve apresentar uma queda de 5,62% este ano, de acordo com o Banco Central.

A retomada também

Outro número bastante significativo levantado pelo WRI Brasil é que a restauração de 12 milhões de hectares de florestas até 2030 poderia gerar 250 mil empregos. Enquanto isso, no saneamento básico, importante para o enfrentamento de pandemias como a da Covid-19, cada bilhão de reais investido em obras gera 10 mil empregos.

A gestão de resíduos também faz parte da retomada verde. Em outras palavras, investindo entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões, seria possível organizar meio milhão de catadores em cooperativas. Isso é menos da metade do que é gasto atualmente com os serviços de coleta de lixo.

Além disso, um artigo publicado recentemente no blog da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) mostra que o conceito da retomada verde compreende que os próximos investimentos sejam direcionados para setores menos prejudiciais ao meio ambiente. 

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A retomada verde também prevê que novos empreendimentos auxiliem no combate ao aquecimento global. Assim, seria possível não apenas recuperar a economia, mas ainda fortalecer a redução nas emissões de poluentes que vimos durante a quarentena.

Solidariedade e sustentabilidade

Para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, a crise da Covid-19 não é a única do momento. A ela se soma a crise das mudanças climáticas. “Vamos enfrentar as duas e deixar às gerações futuras a esperança de que este momento seja uma virada para as pessoas e para o planeta”, afirmou.

De acordo com o secretário-geral da ONU, os governos devem incorporar ações climáticas significativas na recuperação da pandemia. Então, ele listou seis ações positivas para o clima para uma recuperação sustentável. São elas:

  • Investir em empregos verdes
  • Não resgatar indústrias poluentes
  • Acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis
  • Contabilizar o risco climático em todas as decisões financeiras e políticas
  • Trabalharmos juntos
  • Não deixar ninguém para trás

Guterres citou também a mudança promovida por governos e empresas. Muitos têm percebido que a energia limpa traz mais empregos, ar mais limpo, melhor saúde e crescimento econômico mais forte.

“Os maiores investidores mundiais estão abandonando os combustíveis fósseis porque as energias renováveis ​​são mais baratas e mais eficientes”.

António Guterres, secretário-geral da ONU

Como se sabe, crises exigem criatividade e trabalho dobrado para a maioria dos setores econômicos. Desta vez, os efeitos devastadores da pandemia de Covid-19 se somaram às consequências da crise climática. Mas, aos poucos, o mercado dá sinais de recuperação. E o que é melhor: com maior preocupação a respeito de questões ligadas à sustentabilidade. 

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